Seguindo uma máxima roqueira e copiando vários exemplos (inclusive do meu grande amigo Márcio), resolvi listar alguns cd’s/vinis que de alguma forma tiveram grande influência e larga participação em minha vida “roquística” (viva Magri!). Alguns por pura lembrança primal, outros por sua influência no que passei a ouvir após conhecê-los, e também por motivos sentimentais, estilísticos, importância histórica ou puro gosto pessoal.
Alguns dos títulos listados foram ouvidos tantas vezes que a impressão que tenho é que eles não são simplesmente produtos musicais, mais sim, parentes ou amigos próximos que posso contar em momentos de alegria, tristeza ou para simplesmente passar o tempo em companhia super agradável.
A lista original tinha 30 títulos, mas para não tornar-me enfadonho ou repetitivo escolhi o meu “creme de la creme” atual ( missão impossível mas tive que fazer).
Relacionei apenas 08 títulos (por que oito?) evitando escrever sobre bandas já rabiscadas por mim aqui no Barzablog (Led Zeppelin, Aerosmith, Gentle Giant, Voivod, etc.).
Portanto a partir da próxima semana farei uma pequena resenha, onde aspectos históricos e pessoais serão relatados.
Espero que todos os leitores/amigos gostem da escolha e principalmente que divirjam dela, pois afinal como dizia o “velho guerreiro” Chacrinha: “Eu vim aqui para confundir, não para explicar”.
Minha lista, sem ordem de preferência, ficou assim:
-BACK IN BLACK - AC/DC
-DRESSED TO KILL - KISS
-MISPLACED CHILDHOOD - MARILLION
-JAZZ - QUEEN
-OPERATION:MINDCRIME - QUEENSRYCHE
-SABBATH BLOODY SABBATH - BLACK SABBATH
-FAIR WARNING - VAN HALEN
-WHO’S NEXT – THE WHO
Começo a lista na próxima semana com um clássico rock de todos os tempos, o indiscutível “BACK IN BLACK” do fantástico AC/DC, até lá!!!.... See Ya!
Segue abaixo o restante da lista original com mais 22 (sem ordem de preferência também) que foram listados mais não serão resenhados.
-WERE AN AMERICAN BAND – GRAND FUNK
-KILLERS – IRON MAIDEN
-MOVING PICTURES – RUSH
-IN A GLASS HOUSE – GENTLE GIANT
-MACHINE HEAD – DEEP PURPLE
-AQUALUNG - JETHRO TULL
-RED – KING CRIMSON
-VIVID – LIVING COLOUR
-NO SLEEP ‘TIL HAMMERSMITH – MOTORHEAD
-DARK SIDE OF THE MOON – PINK FLOYD
-BADMOTORFINGER – SOUNDGARDEN
-SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND – THE BEATLES
-NOTHINGFACE – VOIVOD
-ELIMINATOR - ZZ TOP
-FRAGILE – YES
-SHEIK YERBOUTI– FRANK ZAPPA
-STICKY FINGERS – THE ROLLING STONES
-BRITISH STEEL – JUDAS PRIEST
-BLIZZARD OF OZZ – OZZY OSBOURNE
-HOUSES OF THE HOLY – LED ZEPPELIN
-ROCKS – AEROSMITH
-FAITH HOPE LOVE - KING’S X
MARCELO “LISTS ARE BORING” MACARRÃO
NOV 2006
Uma das minhas bandas prediletas é o Marillion. Essa veterana banda que lançou seu primeiro disco em 1982 tem duas fases bastante distintas, até 1989 quando o vocalista era o Fish e depois quando Steve Hogarth assumiu o posto. O Marillion para mim é uma das raras bandas que uma mudança drástica na formação fez bem para o som, pois o Fish continuou lançando ótimos CD's (recomendo Vigil in Wilderness of Mirrors, Internal Exile, Suits e Fellini Days) e ao mesmo tempo o Marillion lançou trabalhos muito bons (Seanons End, Brave, Anoraknophobia e Marbles). Se o Fish ganha em presença de palco e nas letras (é o melhor letrista que conheço) com o Hogarth a parte musical é melhor explorada e tirou o Marillion do estigma de "Sub-Genesis". Ambas as formações tem defensores e defenestradores ferrenhos, mas pessoalmente adoro os dois lados.
GARDEN PARTY - Marillion (1983) - O primeiro clip da banda e com certeza um dos mais engraçados. O Fish tinha até cabelo na época ha, ha, ha.
JUST GOOD FRIENDS - Fish (1995) - Essa versão tem a participação de Sam Brown, vocalista que tem uma boa moral na Inglaterra, mas ficou mais famosa por aqui por fazer backing vocals para o Pink Floyd. Fish, pra variar é um mestre nas baladas e um dos poucos que conseguem fazer músicas de amor sem cair nos velhos clichês baratos. Just Good Friends é um exemplo disso.
EASTER - Marillion (1989) - Ótima estréia de Hogarth. Na época os fãs xiítas não foram muito com a cara dele, mas o cara soube se impor e hoje ele é praticamente uma unanimidade. Essa música virou um clássico da banda.
DON'T HURT YOURSELF - Marillion (2004) - Single do último trabalho da banda chamado Marbles. Um puta disco legal, conceitual e mostra os caras num pique fantástico. O Marillion deve lançar no ano que vem o novo CD chamado Somewhere Else.
Cheers
Hank
Gostaria de falar sobre meus artigos e o que os motiva Talvez alguns pensem: “Pra que esse cara divaga tanto nessas idéias?” Bem desde que comecei a lecionar, estudei muito e vi que é necessário se aprofundar nos assuntos de vital importância para nós e que há uma grande diferença entre o chamado “Senso Comum” e a base científica e que verdadeiros desastres podem ocorrer por termos uma opinião superficial das coisas.
O que é senso comum:
Senso comum é a primeira compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social . Pelo senso comum, fazemos julgamentos, estabelecemos projetos de vida, adquirimos convicções e confiança para agir. É baseado em fontes de conhecimento entre as quais o bom-senso, a tradição, a intuição e a autoridade de um conhecimento específico.
Um exemplo de desastre ocorrido pelo Senso Comum foi na ocassião da peste negra na Europa durante o século XIV, quando os médicos e clerigos atribuiram a doença aos gatos, pois eram animais das bruxas, que eram vistas como as responsáveis pelas desgraças do povo. Queimaram então milhares de gatos e como resultado, a peste se espalhou ainda, mais pois essa vinha dos ratos negros e se livrando dos gatos, predador natural dos ratos, o resultado foi de 25 milhões de mortos.
Digo isso porque estou vendo a música ir da mal a pior e até músicos legitimos e defensores da boa música começam a ficar confusos.
Não podemos nos deixar enganar os efeitos desse lixo que esta ai e está destruindo nossa sociedade.
Definição chocante dos efeitos da música
Vejam o que o filosofo Platão escreveu sobre os efeitos da música a mais de 2000 anos:
Platão demonstra que é fácil deformar a alma de um povo e destruir um Estado por meio da música, "pois é aí que a ilegalidade se insinua mais facilmente, sem ser percebida.. sob forma de recreação, a primeira vista inofensiva".
Nem a princípio causa dano algum. Mas esse espírito de licença, depois de encontrar um abrigo, vai-se introduzindo imperceptivelmente nos usos e costumes; e dali passa, já fortalecido, para os contratos entre os cidadãos, e após os contratos, invade as leis e constituições, com a maior imprudência, até que, ó Sócrates, transforma toda a vida privada e pública" (Platão, "República",livro III).
Daí a tese de Platão de que "toda inovação musical é prenhe de perigos para a cidade inteira" e que não se pode alterar os modos musicais sem alterar ao mesmo tempo as leis fundamentais do Estado" (Platão, "República", livro III).
Chocante, não acham? Imaginem o porque então dessa nossa sociedade estar tão deploravelmente destituída de vida.
Valeu

O universo musical pop e dúbio e escorregadio. Nele encontramos bandas ótimas, interessantes e também verdadeiras bombas. Vou traçar aqui algumas linhas sobre o que é e foi na minha modesta opinião a melhor banda pop de todas: Missing Persons (é claro, não esqueçam, na minha opinião!!! Afinal gosto não se discute!)
A história dessa banda é extremamente interessante, e tudo começou quando em 1975 o baterista Terry Bozzio e o baixista Patrick O’Hearn encontraram-se na banda do gênio Frank Zappa. Lá (nesta mesma banda) em 1976 conhecem a vocalista Dale Consalvi (ex-coelhinha da revista Playboy e futura Sra. Bozzio), e em seguida o tecladista Chuck Wild e o guitarrista Warren Cuccurullo.
Depois de idas e vindas (numa dessas Terry Bozzio formou junto com Eddie Jobson e John Wetton o super grupo U.K.), o encontro “real” desses músicos aconteceu novamente em 1979 no notável projeto conceitual do mestre Zappa, o disco triplo Joe’s Garage. Foi durante a gravação desse projeto que surgiu a idéia de uma banda e aí nossa história começa. Bem, pensando em tudo isso que foi escrito, podemos considerar que o Missing Persons já era uma banda antes de ser uma banda.Outro lance relevante é que na banda do Zappa só passavam músicos muito bons (Chester Thompson, Jean Luc Ponty, George Duke, Adrian Belew, Steve Vai, etc.), portanto já dá para sacar o calibre dos caras do
O projeto Missing Persons seria um combo pop onde a excelência musical não seria deixada de lado, mas o mais importante seria a leveza de idéias e a imagem (linda) da ex-playmate Dale (agora, Bozzio) como o carro chefe da banda.
Em sua carreira que durou de 1980 a 1986, a banda lançou 01 EP (que foi feito com a ajuda de Zappa e gravado nos estúdios do mestre), 03 discos de estúdio, 01 disco ao vivo, várias coletâneas. Depois do término em 1986, a banda tentou a volta algumas vezes, em 2001 com quase toda formação original e em 2003 apenas com Dale e Cuccurullo.
Dale Bozzio lançou um disco solo (Riot in English) que contou com uma enorme colaboração do multi-instrumentista e cantor Prince; Patrick O’Hearn lançou vários trabalhos solos todos relevantes para os baixistas de plantão; Chuck Wild trabalhou em diversas trilhas para TV e cinema; Warren Cuccurullo assumiu o posto de guitarrista do Duran Duran por muitos anos e Terry Bozzio continuou tocando com deus e o mundo (Jeff Beck, Steve Vai, Tony Levin, Fantômas, etc.).
Dessa aventura que foi o Missing Persons sobrou a lição de que ótimos músicos podem aventurar-se no terreno incerto da música pop e produzir material relevante e de qualidade, e que nós ouvintes não devemos ter preconceitos nem medo de mergulhar a fundo no vasto universo musical existente.
Das aventuras musicais de Frank Zappa nasceu o melhor do pop!
Segue lista com comentários dos três discos de estúdio da banda. Todos estão fora de catálogo tanto em vinil, quanto em CD, uma pena!
1) Spring Session M - 1982
Primeiro disco da banda (antes somente o EP já citado), um puta trampo de qualidade, levadas pop lindas, pegada super rock,
Gravação extremamente pulsante, excelente performance de batera de Terry Bozzio e a voz sensacional e única de Dale.
O disco foi impactante galgando as paradas americanas e o sucesso foi instantâneo.
Melhores músicas: todas, com destaque para “Walking In L.A.” e “U.S. Drag” (também o primeiro nome da banda).
2) Rhyme & Reason – 1984
Segundo disco e trabalho mais experimental, aqui a banda
Foi fundo no pop, muito groove e levadas cheias de clima. A criação era tanta que além de música, Cuccurullo e Terry criaram também instrumentos inovadores. Cuccurullo uma Guitarra de dois braços que produzia sons conectados e Terry uma bateria eletrônica totalmente criada e Desenvolvida por esse malucão das baquetas.
Melhores músicas: discaço onde os destaques são a super funk “give”, a linda balada “Surrender Your Heart” e “Now Is The Time (For Love)”.
3) Color In Your Life – 1986
Último disco de estúdio da banda, produzido por BernardEdwards (ex-baixista da banda funk/discoteca chic).
Mostra uma banda que já não estava tão coesa, o tecladista wild havia deixado a banda e a relação matrimonial entre terry e dale estava no começo do fim. Um trabalho convencional para uma banda não convencional.
Melhores músicas: “Go Against The Flow” e “We Don’t Know Love At All”, mais pela curiosidade de ser cantada por Terry Bozzio.
Marcelo “Destination Unknow” Macarrão
Out / 2006
Meu irmão do meio se chama Tadeu.
Nascido em 28 de Outubro de 1958. O nome foi dado pois era o dia de São Judas Tadeu.Por pura coincidência foi estudar no Colégio São Judas Tadeu na Mooca e cursou a Faculdade São Judas onde se formou em contabilidade, sempre as custas do meu pai.
Depois de formado, foi trabalhar na Atlanta Contabilidade onde ficou responsável pela conta do restaurante do Sr. Demarchi, onde realizou a festa de seu casamento com a filha do próprio. Seu filho foi batizado como Walter, nome do avô materno, o que machucou muito meu pai na época. Convidou um casal de amigos para ser os padrinhos, apesar dos apelos da minha mãe para que eles fossem os padrinhos.
Quando abriu sua própria firma de contabilidade com o dinheiro que meu pai emprestou a ele, suas economias de uma vida inteira, dinheiro que nunca mais reviu, nem mesmo quando conseguiu uma clientela seleta. Certa vez, pedi um emprego de Office boy, para ter meu próprio dinheiro, mas ele disse que não gostava de misturar família com negócios. Duas semanas depois, colocou o sobrinho da esposa na vaga. Voltou a estudar, agora na Universidade São Francisco, onde se formou em direito.Trabalhando na área tributária, em assessoria a empresas multinacionais, atingiu o sucesso que sempre almejou. Abriu sociedade e convocou os filhos da nata da advocacia.
Divorciou-se de sua primeira esposa e casou-se com uma das sócias, filha de um empresário do ramo imobiliário. Com ela teve um filho, mas o menino nasceu com problemas no coração e não resistiu. Desolado, começou a sair com mulheres de baixo nível, apenas para ter o prazer de humilhá-las.
Largou a segunda mulher e se casou novamente, agora com a filha de um diretor de um dos maiores bancos de crédito do país, mesmo assim, não perdia seu costume de traí-la com qualquer mulher que conhecia.
Sua vida profissional prosperava. Comprou uma casa de quarteirão inteiro e uma fazenda
Mesmo com todo o sucesso, nunca visitou meus pais, nem mesmo depois que papai ficou paralítico. Nunca ligava, nem nos aniversários ou festas de fim de ano.
“Minha mãe dizia: “ele é um homem ocupado”, mas meu pai pensava diferente: “Devia tê-lo chamado de Judas”....
Se tem um cara da música contemporânea que eu admiro, esse cara é o Mike Patton, que por aqui é mais conhecido como o ex-vocalista do Faith No More. Patton, ao contrário dos músicos da sua geração, sempre fez o que lhe veio na cabeça. Tem projetos que vão de cooperações com gente de Jazz, Rock, Metal até Björk e Norah Jones.
Teve uma época que ele tinha um contato muito íntimo com o Brasil, e participou de algumas coisas do Sepultura e tinha bastante amizade com o João Gordo do Ratos de Porão. O bastante para ter um música do FNM chamada singelamente de “Caralho Voador”, Há, há, há. No ano passado ele veio aqui com o Fantômas e fez um dos shows mais bizarros já visto aqui na terra dos Nhambiquaras.
Vou mostrar aqui algumas facetas desse músico do Faith No More, Mr. Bungle, Tomahawk, Peeping Tom, Fantômas, etc. Sem contar as participações especiais em CD’s
LAST CUP OF SORROW - Faith No More (1997) –Acho esse clip fantástico, é baseado no clássico Vertigo de Alfred Hitchicock onde Patton faz o papel de James Stewart e Jennifer Jason Leigh faz o de Kim Novac.
THE AIR CONDITIONED NIGHTMARE - Mr. Bungle - (2000) – Meu projeto favorito do Patton. Essa banda lançou três CD’s, o primeiro que é espetacular, o segundo “Disco Volante” que é inaudível, totalmente esquisito e o último que foi o Califórnia, que é um dos melhores CD’s que já ouvi na minha vida.
RAPE THIS DAY - Tomahawk (2003) - Tem dois CD's lançados e conta com membros do Jesus Lizard, Melvins e Helmet. O primeiro Cd na época eu não entendi direito, mas depois de um tempo eu comecei a achar bem legal. E o segundo, chamado Mit Gas, já é bem melhor logo de cara.
MOJO - Peeping Tom (2006) - Patton lançou esse CD esse ano, onde colaborou com um monte de músicos diferentes através de e-mail. Segundo ele é seu disco “mais pop” e que “se ouvisse rádio seria isso que gostaria de escutar”.
Cheers
Hank
Estou sem assunto para essa semana, pelo menos estava... Estava lendo o Post do Makis e sua lista de Posers e me lembrei que no sábado depois de trocentos mililitros de álcool inclusive junto com dois outros “escrivinhadores” deste Blog havia dito que escreveria sobre listas. Quem diabos começou com essa história de lista não se sabe, deve ser invenção de domínio público, mas o fato é que isso vicia. Os americanos adoram. Alguns canais de lá praticamente passam o dia mostrando listas (E! e VH1 por exemplo), tem de tudo e pra todos os gostos. Não tem uma publicação que se preze que não traga uma listinha embutida; Mulher mais sexy, homem mais sexy, Maiores Divórcios, Gols mais bonitos, mais feios, os caras mais altos, os maiores times, os melhores filmes e por aí vai. Não tem uma santa entrevista em que o repórter não faça uma perguntinha em que o entrevistado tenha que relacionar algo.
E não é que fazer lista no final das contas é divertido!
Nos nossos bebaços o invariável é falar de música e aí ta uma jogada divertida: “Você despencou no vôo 815 da Oceanic (continuou viciado em Lost), fale 5 Cds que vc gostaria que estivesse na bagagem?”
Tenha sempre um na manga do colete.
O Nilsão falou os dele. E eu perguntei? “Vc não levaria o Black in Back”. A cara de tonto é impagável!
Nunca o diabo de uma lista é completa, os mesmo cds, filmes ou o que quer que seja que vc sente falta em uma lista, talvez nem estivesse nela se vc a fizesse antes de lê-la. E é claro o melhor em questão de dias ela muda! O que é legal hoje vc pode estar de saco cheio amanhã (Back in Black não faz parte deste caso!).
Portanto façam suas listas e discutam as dos outros, afinal Até o Makis esqueceu de citar o Kiss! Porque poser igual eles estavam no Animalize é difícil!
No artigo anterior mencionei as vantagens dos povos não letrados, em sua superioridade em transmitir fatos oralmente. Outra vantagem que esses povos tem é o respeito para com os seus anciãos, pois estes representam a experiência e a maturidade e podem transmitir seu conhecimento de modo que livro ou material algum pode chegar perto.
Eu comecei a ver esta figura anciã com respeito através da música do Vírus, O Eremita, letra do meu genial amigo Flávio, onde dizia que...” Ele parecia mais velho que o próprio tempo...” Aquela figura mística que encerrava em sua caverna um vasto conhecimento o qual deveríamos buscar com afinco para também um dia tomarmos o seu lugar e assim transmitir às próximas gerações esse conhecimento.
Lembrei dessa música depois de assistir a uma vídeo aula do gênio da bateria Neil Peart do Rush, onde ele conta que teve apenas um professor logo no inicio em que começou a tocar e depois este professor parou de lecionar e ele seguiu sozinho pelos próximos 30 anos se tornando um dos maiores de todos os tempos.
Peart conta que, um dia estava numa gravação de um Tributo a Buddy Rich, junto com vários outros bateristas e que um deles, chamou-lhe a atenção, por ter evoluído muito desde seu último encontro, ele perguntou ao cara : “Qual o segredo dessa sua evolução tão rápida?” e ouviu a seguinte resposta “Freddie Gruber”
Peart descobriu então “O Eremita” da bateria, aquele que detinha os conhecimentos ocultos dos mestres da bateria, então ele pensou: “ Nesses trinta anos nunca tive um professor que pudesse me orientar, talvez seja hora de estudar com ele.” Já pensou o Neil Peart com um professor? Que grande lição de humildade!
Aos começar suas aulas ficou maravilha que esses velho sábio falava muito mais de conceitos e coisas da vida muito mais profundos que meras técnicas mirabolantes.
Nesse momento o Gênio Neil Peart recebeu as “chaves” que contém os segredos preservados pelos anciãos e agora deve guarda-las afim de transmitir ás próximas gerações, tornando-se asiim não apenas gênio, mas também Mestre.
Que a leveza possa sustentar nossos amores e permear nossas escolhas.
Bjs,
Carla
Quem me conheçe sabe, meu gosto musical é extremamente variado, gosto de vários estilos e principalmente de vários tipos de rock. Eta estilo musical para ter subdivisões esse tal de rock!!!! é Punk, é Metal, é Progressivo, é Black, é Poser....ei, isto pelo que eu saiba não é estilo músical!
No final dos anos 80 e ínicio dos 90 criou-se um hábito equivocado de usar a palavra poser para definir um estilo musical. Não lembro muito bem o ano, mas sim que quem começou com essa palhaçada de usar o termo poser foi à revista Rock Brigade (ou Rock Brinquedo, como nos costumávamos chamá-la na “brincadeira”).
Basicamente o termo era usado de modo pejorativo para definir músicos que a revista não gostava, e que na maioria das vezes eram de bandas de Hard Rock que usavam cabelões a base de laquê e roupas coloridas (desculpem a definição simplista). O que aconteceu então: eu, o Leão e mais uma porrada de malucos que gostávamos de Hard Rock, passamos a utilizar esta definição como uma espécie de boomerang.
Como assim? Resposta: ao contrário de nos sentirmos ofendidos, o termo passou a definir o tipo de som que estávamos mais curtindo na época e a partir daquele momento passei por uma das fases mais “chinfras” da minha vida.
Muita curtição, muito Rock and Roll (Hard Rock é claro!), bebida, mulherada (sem querer ser sexista) e muita roupa emprestada da minha mãe para tocar no Fecale com o Los “nossa banda de rock poser” Angeles!!! Uma bancada de amigos e “amigos” achavam que éramos pancadas e estranhos (para não dizer bichas), mas o que queríamos mesmo era nossa diversão e a de quem estivesse conosco.
Valeu por um tempo, o tempo passou e a fase poser se foi. O que não acabou foi o gosto pelo estilo musical que curtíamos naquela época, e que agregado ao que gostávamos antes mais ao que aprendemos a gostar depois, as bandas “poser” continuam a ocupar lugar nos ouvidos e mentes até hoje.
As bandas eram as mais variadas possíveis e alguma delas até hoje estão na ativa (umas estão bem, outras tão capenga que dá dó!!!!). Algumas tinham ótimos músicos, outras eram pura enganação.
Segue abaixo duas listas com cinco bandas em cada, a lista das conhecidas e relevantes e a das desconhecidas e irrelevantes (mas também legais).....Ouça, tire suas próprias conclusões, mas principalmente divirta-se, a vida também foi feita para isso!!!
(continua no post abaixo)
Top Five conhecidas e relevantes:
1) Ratt – dica de cd: Invasion of Your Privacy
Minha banda preferida do rock poser, ótimos músicos, canções cheias de groove e Stephen Pearcy com sua voz metálica, era legal na época, e é legal ainda hoje!
2) Mötley Crüe – dica de cd: Shout at the Devil
Até hoje na ativa, foi a banda mais importante do movimento “poser”. Shout at...é um clássico!
3) Bon-Jovi – dica de cd: Slippery When Wet
Hoje estaria na minha lista de irrelevantes, mas na época causou grande impacto com seus diversos hits. não gosto mais, mas é necessário conferir para saber como era o rock farofa daqueles anos.
4) Cinderella – Dica de cd: Night Songs
Altamente influenciada pelo Aerosmith e AC/DC, essa banda é muito boa. Vale muito conhecer o som southern dos caras.
5) Poison – dica de cd: Open Up and Say... Ahh!
A banda mais farofa de todas, fazia um som bubblegum com alta influência do Kiss. Passou a época e não deixou saudades.
Top Five desconhecidas (mais ou menos) e irrelevantes:
1) L.A. Guns – dica de cd: L.A. Guns
Banda bem legal, fazia um Hard Rock pulsante sleezy pra caralho! Muito melhor que Bon-Jovi e Poison por exemplo.
2) Faster Pussycat – dica de cd: Faster Pussycat
Outra banda enormemente influenciada por Mr. Tyler e co. Rockão sujo tipo L.A. Guns, você pode não gostar da voz esganiçada demais, mas vale conferir.
3) W.A.S.P. – dica de cd: The Last Command
O combo do Sr. Blackie Lawless fazia um rock sujo com letras recheadas de sacanagem. Assisti ao show dos caras no ano passado e passei mal, o show foi horrível!
4) Stryper – dica de cd: Soldiers Under Command
As abelhinhas de deus eram uma banda Poser Gospel em uma época onde Edir Macedo apenas iniciava sua caminhada para a fama e a glória. O som era engraçado na época como é hoje. Esta banda é inacreditável em todos os sentidos. Ouça!
5) Black ‘n Blue + Rough Cutt + White Lion
Para finalizar 03 bandas, todas com pequena importância no estilo musical que representam, pequeno sucesso nas paradas, mas, grande espaço no coração dos posers.
Quem quiser aventurar-se ainda mais pelo universo poser e verificar sua influência em grandes figurões do rock ouça os discos / cd’s:
- Ozzy Osbourne / The Ultimate Sin
- Judas Priest / Turbo Lover
- Whitesnake / 1987
- Scorpions / Crazy World
Marcelo “Always a Poserman” Macarrão
Out / 2006
Texto dedicado a “Rá t t Gang” de São Vicente a aos “No Posers”
Em geral...see yah!
Hoje é aniversário da Belinha.Deve estar completando 18 anos.
Me lembro que a rua estava em festa,uma menina muito educada, tímida e bonita. Com seus cabelos louros compridos e seu vestido sempre muito bem arrumado, parecia uma princesa. Respeitava os mais velhos, ia bem na escola, era a primeira da classe.
O Milton e a Carmem, os moradores da casa 6 foram os últimos a vir para a vila, tinham preparado uma super festa. Todo mundo achava que Milton era o pai dela,mas a menina é fruto do primeiro casamento. Tudo parecia alegria, mas apareceu um rapaz muito bem apessoado e ela não quis deixar ele entrar, gritou que ia chamar a polícia,foi uma confusão. Ela não queria que o rapaz visse a menina. Ele gritava que só queria ver a filha e ela gritou alguma coisa do tipo," se você tocar nela eu te mato"...Me lembro que naquela noite, podia-se ouvir o choro no quarto de Belinha...
Ele gritava a pleno pulmões: " Carmem, você é louca, eu nunca tocaria na minha própria filha, eu amo essa menina. Você não pode fazer isto comigo.Você tinha ciúmes porque eu dava mais atenção pra ela. Ela só tinha amor pra me dar e você vivia fora. Eu te amava Carmem, mas você estava sempre ausente.Provavelmente você já estava me traindo com este seu namorado.Isso deve ter sido idéia dele, ele não presta...."
Milton saiu da casa e partiu pra cima dele, os dois sairam rolando na rua, se não fosse o Gurgel pra apartar a briga, a coisa teria ficado feia.No meio da confusão, Belinha abriu a janela e gritou para a mãe: "Deixa eu ver meu pai, mamãe...é do Milton que eu tenho medo, é ele que vem ao meu quarto, não meu pai. Meu pai me ama.Eu nunca falei nada porque o Milton falou que me mataria....
A menina desceu correndo, todos estavam atônitos, correu para os braços do pai que ameaçou matar Milton, pegou a filha e a levou com ele.Milton e Carmem ficaram se olhando.Ele não falou uma palavra, entrou na casa, pegou a chave do carro e nunca mais apareceu. Carmem ficou ali,parada, chocada.
Nunca mais vimos Belinha. Parece que o pai mudou com ela para os Estados Unidos.
Carmem nunca mais se recuperou. Só sabe trabalhar,parece que para não se lembrar do que ocorreu e nunca mais falou com os vizinhos.sai cedo e chega tarde.Acredito que só não se mudou pois não saberia para onde ir. Apenas se permite lembrar nesta data.Agora todo dia 22 de Outubro Carmem prepara um bolo, canta parabens e assopra as velas.E a oito anos se ouve o choro vindo de sua casa.
Uma vez encontrei com ela no supermercado e perguntei o que aconteceu com o Milton e ela disse que ele tinha morrido....Pegou seu carrinho e continuou as compras, como se eu não estivesse ali, como se ninguém mais existisse, presa na solidão da sua existência....
Muita gente quando ouve falar em Punk Rock vem logo falar de Ramones e Sex Pistols. Ramones tudo bem, mas a pessoa que me fala que quem criou o punk foi o Sex Pistols eu simplesmente considero que a pessoa não tem a menor noção do que está falando e que só repete o que alguns imbecis ficam repetindo á exautão.
Eu sempre ouvi Punk. Andei no meio de caras cheios de alfinetes, cabelos espetados, jaquetas de couro, calças rasgadas, etc. Nunca fui punk, mas por manjar do som e respeitar os caras, nunca tive o menor problema. Por isso hoje eu vou falar de Punk:
SONIC REDUCER - Dead Boys - 1977 - Os Dead Boys foi mais uma das bandas da leva do CBGB (r.i.p.). Tiveram seu auge em 77. Quando acabaram o vocalista Stiv Bators formou o Lords of New Church, uma banda muito importante nos anos 80. Bators morreu em 1990 atropelado por um carro em Paris e os DB nunca mais se reuniram.
CALIFORNIA ÜBER ALLES - Dead Kennedys - 1979 - Formado em 1978, o Dead Kennedys sempre foi uma banda com grande visão política. Eles sempre detonaram o American Way of Life. Seu vocalista Jello Biafra, depois do fim da banda, até concorreu por um "partido nanico" á presidência dos EUA. Infelizmente como podem perceber, ele não ganhou muito votos.
I WANNA BE YOUR DOG - Iggy & The Stooges - 2006 -Pra mim a primeira banda de punk do mundo, sem a menor dúvida. Lançaram o primeiro disco em 1969 e a música já tinha todas as características do Punk Rock e o vocalista mais maluco que a música já viu no palco, Iggy fazia (e ainda faz) o Johnnie Rotten parecer um escoteiro. Eles voltaram recentemente, vieram para o Brasil no ano passado e estão para lançar um novo CD.
SHE'S THE ONE - Ramones - 1979 -Ramones dispensa apresentações. Esse vídeo é parte de um show fantástico para a TV alemã.
Cheers
Hank
Gênio J J Abrahams é um gênio, o cara criou um seriado baseado em uma premissa “besta”; um acidente de avião deixa um bando perdido em uma ilha. O problema é que quem assiste a um episódio não consegue largar. Não vi quando passou na TV, e semana passada aluguei a temporada toda.
O cara meteu consegue desenvolver a história de 16 sobreviventes de uma forma que simplesmente te amarra (depois outros vão se agregando), é claro que os episódios apelam para o clichê de final de capítulo com suspense, mas ele inova ao iniciar os episódios com um suspense diferente do que terminou o episódio anterior, que juntos se resolvem durante o capítulo e serve de gancho para o suspense que vai te amarrar o no episódio da semana seguinte.
Na verdade os mistérios são tantos que chego a desconfiar se ele tem solução para todos. O que parece é que ele tem a idéia, coloca no roteiro e depois “vamos ver como resolvemos”. E até agora ele tem resolvido boa parte deles.
Um outro ponto criado de importância relevante é a qualidade dos personagens, todos muito bem construídos, e que se amarram com uma qualidade narrativa digna e Robert Altman.
Voltando ao aluguel dos DVDs, aluguei o primeiro (são 7 no total para cada temporada), quando acabaram os 4 episódios estávamos todos babando
E por aí vai, o cacete é que chegamos à locadora e... os outros DVDs estavam locados, tivemos que ficar “limpos” por cinco dias. Mas vou te dizer uma coisa... que curiosidade!!! Quando conseguimos alugar os benditos foi uma overdose só... De sábado as 14:00hs à domingo as 06:30 sem sair da frente da TV e uma certeza o cara realmente é um gênio.
Entramos segundo ano adentro, alguns mistérios foram resolvidos mas o triplo foi criado. Agora a pergunta que não quer calar, qual a dificuldade de ser criar por aqui a cultura do seriado e largar mão das benditas novelas? O esquema está tão desgastado que todas são iguais, núcleo rico, núcleo pobre, núcleo engraçado, sexo, um vilão rico, um pobre coitado bonzinho e puta que o pariu “trocentos” capítulos da mesma ladainha Até que surgiram algumas séries nos últimos tempos. Mas tudo com cara de novela, nada com a inteligência de Lost, o humor de Seinfield ou a diversão de Friends. Enquanto um milagre assim não acontece o jeito é Lost na veia.
Segunda-Feira
Macarrão

Terça-Feira
Flávio

Quarta-Feira
Carla

Quinta-Feira
Caio

Sexta-Feira
Márcio

Sábado
Hank
Domingo
Silvio

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